quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O AMOR DE ONTEM

"Y el amor no nos refleja como ayer"- E o amor já não nos reflete como ontem. Mercedes Sosa. O amor muda com o tempo. Já não nos arremete como catapulta rumo ao infinito desconhecido fazendo com que nosso juízo, como pena no meio redemoinho, fique rodopiando sem parar. Ele, o amor, se manifesta, entretanto, de forma mais lânguida e menos pueril do que na juventude. Não sei qual das duas fases é melhor ou pior. Nesta altura da vida já entendi que o amor não é luta, não é labuta, não é disputa. O amor não tira a paz nem se enciuma. O amor é encaixe perfeito de peças-coração. Quebra-cabeça de apenas duas peças - ou mais. A busca da peça certa é, por vezes, tarefa hercúlea, verdadeira odisseia de Ulisses. Muitos se esforçam a vida toda por encontrá-la e jamais a encontram. Outros, sem muito esforço, se entrelaçam logo no inicio de suas vidas. Mas que sorte tem quem encontra a peça certa. Que sorte tem quem ama!  

Wanderley Lucena

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