sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Deus, um Ególatra!

Na minha idade, o mínimo que posso pedir a deus é: me deixe pensar por mim mesmo. Não quero me enquadrar dentro da multidão que pensa a mesma coisa do que fizeram de Ti.
Deus é um delírio! Já afirma, Richard Dawkins. E eu concordo. A repetição da ladainha enfadonha dos cristãos que elimina a razão e o bom senso. Concordar com as falácias bíblicas é eliminar a inteligência. É agredir-me!

Como que Deus salvou apenas um ladrão quando existiam os dois ao lado da cruz do Cristo? Eu de cá, logo percebo, o ladrão revoltado com toda uma vida de carências e ausências da família, do Estado e do próprio “amoroso” Deus. Devia ele está fora da sã consciência. Sim, porque, um indivíduo consciente nunca iria escolher o inferno em detrimento do céu e todo o ouro que dizem existir na cidade santa que levita pouco acima das alvas nuvens. Ademais, creio que o prazer desse Deus foi maior em mandar o ladrão para o inferno do que em salvar o outro que se comportou com a humildade necessária para agradar a esse deus ególatra. Ele quis apenas dizer á todos nós: ou vocês me escolhem ou mandarei vocês para o meu inferno!

O inferno, nos seus mínimos detalhes, foi criado por esse deusinho medroso, para aterrorizar as mentes que ousem pensar “fora da caixinha”. Esse deus se borra de medo de perder o tal trono de poder para o capeta.

Esse “deus maravilhoso” fez nascer Jesus depois de um cruzamento (ato sexual) entre Maria e o Espirito Santo. Ou seja, o espírito (nada santo), foi e se deitou e coabitou com Maria e nela deixou em seu útero, o esperma divino que fecundou o óvulo dela. Não se sabe ao certo se houve o consentimento de Maria, mas - já pensou se não houve? - se ele a possuiu sem que ela percebesse ou permitisse, fora hoje, chamaríamos esse ato de estupro.

Jesus nasceu de parto normal, por meio da vagina de Maria e envolto numa placenta que depois os cachorros comeram, provavelmente. José, homem bom e piedoso, escravo do amor que sentia pela angélica Maria, se viu corno e, envergonhado, quis esconder-se. Deus poderia ter escolhido qualquer outra maneira para por em prática seu plano divino para salvar a humanidade dele próprio – sim, porque Jesus veio nos salvar do inferno criado pelo próprio deus. Deus podia ter feito Jesus nascer de uma árvore, de um elefante, de um fruto, de uma baleia. Mas, preferiu ele o constrangimento à José ao possuir sua noiva, Maria, e, provavelmente, virgem. Porque o espirito, deus, ou seja quem for, considera impura a mulher já foi "tocada". Tanto que as viúvas não podiam casar-se.

Jesus, esperto que era, já aos doze anos, puto da vida com o destino à ele traçado, decidiu vagar pelas areias quentes do deserto, tamanha era a sua insatisfação com os planos divinos. Deus queria consertar a sua “cagada própria” e jogou sobre os ombros humanos de Jesus a missão hercúlea de morrer pela humanidade. E fez isso com a tranquilidade das mentes cauterizadas pela falta de ética e amor ao próximo. Deus precisava contar ainda com a crendice humana que a muitos cega ao ponto de acreditar que, o simples desconfiar dessa mentira, pode levar esse deus à ira e ao decreto da eternidade no inferno,  onde há choro e ranger de dentes e onde o fogo nunca se apaga.

Deus precisava de um instrumento que fosse tido como infalível e que servisse como verdade absoluta e incontestável. Mas, não foi ele próprio que jogou a Bíblia com setenta e sete livros, desde os céus nos pés de um incauto ser humano e lhe disse: "Eis a minha palavra. Ela é santa e incontestável, a verdade absoluta. Quem contra ela se manifestar, queimará eternamente no inferno".
A primeira bíblia, a tal Septuaginta, traduzida já dos originais livros judaicos, foi reformada por dois cabras machos: Jonh Calvino e Lutero. Eles foram contra a verdade absoluta reinante e jogaram onze livros no lixo. Temos hoje, duas verdades reinantes absolutas. Duas “palavras de Deus”, a católica e a protestante.

Quer dizer que a palavra de Deus, por ele inspirada, foi "reformada"?  Sério? Então, a verdade não era tão verdadeira? E, hoje? Se fossemos fazer uma nova reforma que levasse em consideração a razão completa, sem medo das ameaças de um deus de crença, o que o sobraria? Eu ficaria com os dois mandamentos de Jesus: Amar à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como à si mesmo. E nesse caso, entenda-se Deus como a Natureza, o Cosmos, o grande Mistério e tudo o que há sem respostas ante o universo. Ficaria também com  “As bem Aventuranças”. E só!

E afinal... não foi Deus quem nos fez maravilhosamente humanos? Não foi o mesmo Deus que nos deu a capacidade de pensamento e crítica? Não foi ele que nos capacitou com a razão que nos levou à ciência e nos fez concluir por dedução de experimentos que levaram em consideração todas as fases da lógica e, portanto, que o homem deriva da própria natureza, por meio da evolução dos nossos ancestrais até o homo sapiens? Não foi a mesma capacidade maravilhosa de pensamento e crítica que nos levou a por em palavras o que já não mais acreditamos ser a “verdade”?.

Acho que a bíblia tem razão em uma coisa: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E lhes digo e afirmo: a verdade não está nela própria. A verdade está para dentro de cada um, assim, como está para fora, para o infinito Cosmos.

Wanderley Lucena



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