quarta-feira, 6 de julho de 2011

INDOLÊNCIA



Amanhã cedinho, logo que despertar, escreverei o que agora, deitado, quase nos braços de Morfeu, passo a pensar.
A inspiração me chega clara e impressionantemente linda.
Frases completas.
Texto que vai desde o início até o epílogo.
Tudo pronto e amarrado. 
Inquieto, sinto que deveria escrever já.
Amanhã será outro dia e os meus afazeres não me deixarão escrever exatamente o que penso agora.
Mas quanta indolência. 
Não acho forças. 
Permaneço em meu leito. 
Com olhos fechados tento cravar da forma mais forte possível em minha mente o que ora me chega.
Como que por boca de algum anjo inspirador. 
Que ele me acompanhe até amanhã quando, com certeza, tentarei lembrar exatamente o que me chegou de alcova.
Quando com certeza não me lembrarei do que me chegou de alcova.
Sono que chega e que apagará não apenas a inspiração.


Wanderley Lucena

2 comentários:

Madá disse...

Amanhã é outro rio.

Madá disse...

Caro Lucena, esqueci de escrever caro Lucena... rsrsrs.

Bons ventos, Madá.