segunda-feira, 27 de outubro de 2014

DE LUTO FECHADO


















Hoje não ligo a TV, não vejo jornais, não falo, não escuto. Não abro as cortinas, não ligo o rádio. Meu café da manhã veio morno e sem graça. O sol esturricante na moleira logo cedo a espantar os animais silvestres do jardim. Acordei tarde de um sono profundo. Sonhei. Tive pesadelos. Estou de luto fechado. Enterraram-se as minhas esperanças. Não conseguimos atravessar o pântano formado pela indecência da política brasileira. E os "intelectuais" desta republiqueta de bananas, e de merda, a quererem me convencer que a educação melhorou 200%. Aonde? Não percebi. Vejo um massa invalidada pela preguiça da ignorância. Uma massa dependente das "bolsas" vergonhosas ofertadas por esse governo reles e maldito que está acima das instituições e da lei. E os "intelectuais" a quererem me convencer que eles saíram da linha da pobreza. Estou envergonhado de termos 16 milhões de brasileiros a receberem as tais "bolsas". Bolsas estas que são pagas com o meu dinheiro, com o dinheiro dos que insistem em trabalhar. Revolta ainda mais saber que, mais da metade dos meus impostos vão para o bolso desses salafrários que se apoderaram do Estado brasileiro. Os homens bons e de bem, os homens sérios, não querem saber de política, com ela não se envolvem. Político bem sucedido será o que menos caráter tiver. O vereador será eleito deputado estadual se, no seu pleito, roubar o suficiente para a sustentar a sua campanha ao novo cargo comprando votos com cestas básicas ou em espécie mesmo. Afirmo que, a melhor saída à quem pode, é o embarque internacional de qualquer aeroporto deste país. 

Wanderley Lucena

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