sábado, 5 de novembro de 2011

CARTA PARISIENSE 2

Paris, 05 de novembro de 2011.


Caro amigo;


Hoje visitamos o Panteon da Pátria. Um pujante edifício no meio de uma praça. Colunas gigantescas sustentam a edificação. O interior é de riqueza indescritível. Bem ao centro do Panteon, sobe um domo altíssimo e pintado com motivos renascentistas, se encontra o pêndulo de Foucault. O tal pêndulo é esfera dourado, parecendo ouro, pendurada desde o domo por fio quase invisível e que balança sobre um relógio em movimento quase hipnotizante e eterno. Trata-se da experiência do físico francês Léon Foucault para demonstrar a rotação da terra. 


No mesmo Panteon encontram-se criptas subterrâneas onde estão os corpos dos que morreram pela pátria, além nos que contribuíram de alguma forma para que França seja hoje a potência que é. Entram na lista físicos, matemáticos, escritores, etc...

As paredes do grande salão são decoradas de cima a baixo por telas em óleo assinadas pelos mais famosos pintores. São tantas telas que se o visitante quiser olhar uma a uma, fixando-se cinco minutos ante cada uma, não conseguirá terminar em um dia apenas. Muitas delas, de tão gigantescas, tomam toda a parede. 

Cenas dramáticas de guerras e adoração à liberdade, traduzidas por escultores de primeira, em mármore branco como a neve, podem ser vistas com espanto. 

De frente ao Panteon se vê a Torre Eiffel ao longe e uma foto tirada nesse lugar é uma ótima ideia. Descemos displicentes pela rua e paramos na loja da GAP e, tudo baratinho, comprei um belíssimo blazer a preço de banana. E como a banana anda cara! Mas o blazer foi mesmo uma pechincha. Me senti meio francês de tão chique que vi ao vesti-lo.

Mais adiante, em um machê bem simpático, compramos as típicas baguetes e nos fartamos em um almoço improvisado. Depois o grupo se separou e eu decidi vir para hotel para descansar um pouco e escrever-te estas linhas que espero, gostes.

Um abraço e até amanhã se Deus quiser.

Wanderley Lucena 

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