segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CARTA FLORENTINA



Florença, Itália, 14 de novembro de 2011.


Querido amigo;


Chegamos a Florença muito cansados e já no início da madrugada. O hotel era confortável e ficava bem em frente a Praca da Independência. A praca por si só nao tem a menor graca. No entanto, se andares cerca de duzentos metros adentro da cidade, te depararás com imensas esculturas gregas em mármore branco que representam figuras humanas, entretanto, duas a três vezes maior que o natural. A imponência de tais estátuas e obras de arte a céu aberto me fez pensar sobre a capacidade de criação do homem. Uma grande quantidade de museus da cidade guardam acervos que podem ir de leonardo da Vinci a Michelângelo. As ruas estão sempre entupidas de turistas. O detalhe é que vi pouquíssimos carros a  transitar nas ruas antigas. É que a maioria dos turistas chegam de avião ou de trem.

Uma imensa construção octogonal no meio de uma praça me chamou a tenção e decidi entrar. Trata-se do Batistério. A construção, originalmente, era uma espécie de altar pagao usado pelos primitivos, não sei há quantos anos, entretanto, muito antes do cristianismo transformá-la em igreja.  O interior mostra a rusticidade da paredes e o piso, totalmente irregular, embora coberto por piso decorado, é totalmente irregular e a criatura deficiente visual pode perder as pernas.

A Ponte Vechia é de origem medieval e está construida por sobre o Rio Arno. A tal ponte, com o tempo, virou rua e suas laterais foram tomadas por construções de dois andares e pequenas lojas, quase todas de joalherias, vendem preciosidades.

Na Galeria da Academia, um dos muitos museus, está ninguem menos que o Davi de Michelângelo. Acredita? E fiquei ali por um bom tempo, em frente ao Davi, admirando aquela figura magistral no mármore branco. Fiquei imaginando se ela podia respirar de tão perfeito. Na figura "sarada" percebem-se detalhes como a latência aparente das veias a saltar dos músculos da criatura perfeita.

As folhas continuavam a cair das arvores por causa do outono. A cena era belíssima. O chão era tapete amarelado que soava aos pés com o farfalhar das folhas a informar a estação. O clima frio não chegava a doer, mas, obrigava que todos usem roupas mais pesadas e torna tudo mais elegante.

Comemos e bebemos muito bem. Com saciedade, a vontade de fazer a "sexta". Bate a fadiga e, junto com ela, a saudade do Brasil ja incomoda por demais. Nao vejo a hora de sentir o cheiro dos meus lencóis e de ter o meu cachorro a pular em meus bracos todo feliz por me ter de volta em casa.

Levo bugigangas mil. Presentes e lembranças. Um especial para ti.

Amanha estaremos em Veneza e, por fim, voltaremos ao Brasil.

Abraco.

Wanderley Lucena

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