terça-feira, 9 de agosto de 2011

SEXO! (uma crônica para maiores de idade)



'Sexo: é quando você ama tanto alguém que quer morar dentro dele'.

Li essa definição para o sexo e fiquei refletindo no quão feminino me soou. Tal definição foi escrita, criada, por uma mulher, óbvio. Apesar de reconhecê-la linda, sei que o homem, o ser masculino, quer fazer sexo com todas e, se possível, com todas ao mesmo tempo. Homem não pensa em amor quando faz sexo. É que "homens são de marte e mulheres são de vênus", deve ser isso.

Homem que faz sexo com uma única mulher por toda a vida, se existe este homem, ele deve ser estudado e colocado em algum museu. Seria a raridade das raridades. Mas este homem não existe e se existe deve morrer de vergonha de declarar sua sorte aos demais. Seria motivo de escárnio dos demais.

É verdade que, em contraste, a modernidade apresenta essa nova mulher, dona de seu próprio corpo e pagadora de suas contas. Ela dá pra quem quiser. Se não dá é porque é covarde mesmo, porque não o quer ou por alguma frigidez. Ou porque é alguma feia, o tipo bruxa, a quem ninguém quer. Mas conheço feias que dão muito. Conheço feias lindas. Conheço lindas horrorosas. Mas as lindas horrorosas só não dão se não quiserem. Elas dão sem muito refletir. Elas podem até descobrir que foram usadas e não amadas, mas concluem que também agiram da mesma forma. Elas por elas. E se dão por satisfeitas.

Mas é claro que um certo recato cai bem na mulher. Acho até que lhe é próprio por natureza. Já o homem... esse age como reprodutor. Basta sentir o cheiro da fêmea. Basta ver as formas arredondadas da cintura. Não precisa nem sentir o cheiro não. Parte para o abate... por mais vulgar que minha redação possa parecer.

E não estou a fazer nenhuma defesa da promiscuidade. Acho mesmo que há momentos em que parece que achamos a pessoa que nos preencherá para o resto da vida. Ledo engano. Logo descobrimos que não existem príncipes encantados mas, sim, sapos cururus, tampouco, princesas puras e castas enclausuradas em torres. Elas viram megeras logo depois de trocar as alianças.

Todos têm o direito de ir-se, independente do sexo, independente de sexo.  "As coisas que amo, deixo-as livres". O amor que possui e aprisiona não é verdadeiro. O amor não depende, nem co-depende. 

O amor não é eterno. É sentimento humano que pode ser tão fugaz quanto a estrela cadente no céu. E ele não deixa de ser verdadeiro por isso. Se alguém disser: eu te amo - pode ser a mais pura verdade. Verdade que vale apenas para o momento em que é dita. Amanhã é outro dia. Não sabemos as suas dores nem dissabores. Que vivamos o agora!

E amor não é sexo. O sexo não tem que ser com amor. Sexo é selvagem. Sexo é necessidade fisiológica. Ao menos para os homens. É também vaidade. Sim, homem gosta de se sentir o dono de harém. Homem é animal quase irracional. Não consegue, muitas vezes, dominar seus instintos. N'outras vezes é por puro egoísmo mesmo. Não pensa na família que tem e no sofrimento que sua atitude poderá causar aos seus entes queridos. 

Respeito é amor. Amar é respeitar. É querer possuir, porém, dominar seus instintos em seguida. É saber que pode, mas não deve e... controlar-se. Fazer isso por respeito a si próprio e depois, por respeito ao outro, aos outros. Por não querer tornar-se bestial. É voltar para casa e saber-se merecedor do abraço do filho e do beijo daquela que o espera com a comida quentinha e, depois, ainda lhe oferece o... SEXO!

Wanderley Lucena

Um comentário:

Reinaldo de Souza Oliveira disse...

Usarei seu texto para debater com meus alunos do 9 ano. Achei interessante esse tema! Parabéns!