terça-feira, 26 de julho de 2011

Os Outros



Os outros e suas impressões
Eu e as minhas impressões
Conclusões errôneas
Mas as entrelinhas
Por vezes
Tão difíceis de lê-las
Por vezes tão desnecessárias
Noutras essenciais
Mas que se viva com intensidade
"Duela a quién duela"
Mas como dói
Dói em mim que escrevo
Dói em quem leio
Mas quanta leitura errada
Seria bom ser analfabeto
Cego talvez
Prefiro aprimorar-me e errar menos
Julgar pouco ou a nada
Que sejas livre
Que sejamos livres

Wanderley Lucena

2 comentários:

Madá disse...

Amei o comentário.

Entre quem somos e quem o outro vê, entre o que escrevemos e o que outro lê, há um universo de (in)compreensões.
As minhas e as suas,
linhas e entrelinhas.
Precisamos aprender a (ler)ver sem pensar. Precisamos desaprender a nossa maneira de (ler)ver as pessoas e as coisas como vemos, com conceitos, preconceitos, escalas métricas.

(Leia-me)Veja-me sem pensar.

Abracinho, Madá.

Maria Helena disse...

As entrelinhas nos dão a possibilidade de apurar o olhar para enxergar o implícito. Nem todos exercitam o olhar. É mais fácil enxergar o óbvio, o que a maioria vê. A sua poesia é um portal para uma grande reflexão.