segunda-feira, 13 de junho de 2011

EL LABIRINTO DEL FAUNO



Dirigido por Guillermo Del Toro (“Hellboy”), “O Labirinto do Fauno” é um dos filmes mais interessantes de 2006. Exibido no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme lembra bastante outro longa do diretor mexicano. Trata-se de “A Espinha do Diabo”, de 2001, que conta a história de um menino que é deixado em um orfanato durante a Guerra Civil Espanhola e lá recebe a visita de um fantasma assassinado no local e que deseja vingança. “O Labirinto do Fauno” também se passa durante a referida batalha e também envolve uma criança bastante solitária.
Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para uma região ao norte de Navarra com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil), que acaba de se casar com um oficial fascista (Sergio López, brilhante) que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo conseqüências para todos à sua volta.
Extremamente lírico, “El Labirinto del Fauno” (no original) conta uma história fantasiosa que se apresenta como fuga dos horrores de uma guerra. Mas não pense que por oferecer uma fantasia o filme é leve. Muito pelo contrário, é extremamente frio e conta com um vilão extraordinário. O oficial fascista vivido por Sergi López é daqueles vilões que dão gosto de assistir. Ele é mau por natureza, sem sequer um pingo de bondade.
Escolhido como representante mexicano para tentar uma indicação ao Oscar 2007 de Melhor Filme Estrangeiro, o longa foi extremamente bem recebido durante o Festival de Cannes 2006, apesar de ter saído sem nenhum prêmio. O filme conquistou a imprensa na Riviera Francesa e chamou de vez a atenção do mundo para o cinema mexicano. Além de Guillermo Del Toro, o México apresentou para o universo cinematográfico cineastas como Alejandro Gonzáles Iñárritu (“Babel”) e Alfonso Cuarón (“Filhos da Esperança”), que mesmo realizando filmes em grandes estúdios de Hollywood não deixam de imprimir sua marca autoral. Os três diretores mexicanos são muito amigos, tanto que Del Toro coloca o nome dos dois outros nos créditos de “Fauno” na parte de agradecimentos. Cuarón ainda aparece como o produtor do filme.
“O Labirinto do Fauno” é imperdível. Contando com excelentes atuações e referências à clássicos do cinema como “O Mágico de Oz”, o longa irá agradar tantos os mais fantasiosos quando aqueles que gostam de ficar com os pés no chão.
Premios e nomeações
Ganhou Oscar, nas categorias de:
Melhor Direção de Arte
Melhor Fotografia
Melhor Maquiagem
Foi ainda nomeado nas categorias de:
Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Argumento Original
Melhor Banda Sonora
Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Fotografia, além de ser nomeado na categoria de Melhor Filme
Ganhou três prémios no BAFTA, nas categorias de:
Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Caracterização
Melhor Guarda-Roupa
Foi ainda nomeado nas categorias de:
Melhor Argumento Original
Melhor Fotografia
Melhor Direcção de Arte
Melhor Som
Melhores Efeitos Especiais
Ganhou sete prémios no Goya, nas seguintes categorias:
Melhor Revelação Feminina (Ivana Baquero)
Melhor Argumento Original
Melhor Caracterização
Melhor Som
Melhores Efeitos Especias
Melhor Fotografia
Melhor Edição
Foi ainda nomeado nas categorias de:
Melhor Filme
Melhor Realizador
Melhor Actor (Sergi López)
Melhor Actriz (Maribel Verdú)
Melhor Banda Sonora
Melhor Desenho de Produção
Há quem ache o filme estranho. Eu amei! Faz parte da minha coleção.

Um comentário:

Madá disse...

De fato, um precioso filme. Certamente, vale dedicá-lo um post.
Bons ventos, caro Lucena.